segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gomesa radicans

A Gomesa radicans é uma espécie de pequeno porte, com belíssimas flores miniatura (cerca de 1 centímetro), com pseudobulbos oblongos, tendo no ápice destes duas folhas estreitas e lanceoladas, semelhantes a ervas. As suas inflorescências podem conter diversas pequenas flores, elegantes e finamente recortadas e claramente perfumadas. Floresce, normalmente, no final do Verão e no Outono.

Família: Orchidaceae         Género: Gomesa        Espécie: radicans

Habitat natural: É uma espécie epífita, proveniente de vários estados do Brasil, situados junto à costa. Desenvolve-se em florestas cujas altitudes não ultrapassam os 400 metros.




Cultivo: Está cultivada num pequeno vaso, com 10 centímetros de diâmetro, em substrato para epífitas, composto maioritariamente por casca de pinheiro média e grossa ( cerca de 70%), argila expandida (cerca de 20%) e perlite (cerca de 10%). Opcionalmente, também poderá ser cultivada montada em placa de cortiça ou num pequeno tronco de madeira.
O ambiente de cultivo é mediamente sombreado, bem ventilado, com elevado teor de humidade, sendo aquecido durante o Inverno. Nesta estação do ano, mantenho as temperaturas sempre acima dos 12 graus, mesmo nas noite mais frias.
Rego de forma a manter o substrato levemente  húmido, podendo secar ligeiramente entre regas. Não suporta substratos encharcados, nem raízes molhadas por muito tempo.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses pouco concentradas (metade da dose indicada pelo fornecedor).´Este princípio é válido para qualquer outro fertilizante que estejamos a utilizar.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://wcsp.science.kew.org/qsearch.do

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Cattleya alaorii

A Cattleya alaorii, uma espécie miniatura, conhecida como uma planta que produz apenas inflorescências singulares, decidiu este ano brindar-me com duas flores na mesma haste, o que constitui realmente uma exceção de assinalar. As suas flores, para além de belíssimas e muito delicadas, são também agradavelmente perfumadas.

Família: Orchidaceae        Género: Cattleya        Espécie: alaorii

Habitat natural: Esta espécie é nativa do Brasil, onde se desenvolve de forma epífita, em florestas quentes e húmidas, de baixa e média altitude, entre os 200 e os 600 metros.




Cultivo: Esta planta está cultivada num pequeno cesto de madeira suspenso (10 cm de diâmetro) em substrato para epífitas de boa granulometria (2 a 3cm), composto à base de casca de pinheiro, cortiça e argila expandida.
Está num ambiente com boa luminosidade, sem sol direto, elevado grau de humidade, boa ventilação e temperaturas sempre acima dos 10 a 12º, mesmo na época mais fria do ano.
Rego com regularidade nas estações mais quentes e secas, deixando secar o substrato entre regas. No Inverno reduzo drasticamente as regas, sendo apenas as suficientes para manter a planta hidratada.
Fertilizo com Akerne Raim Mix, com metade da dose indicada pelo fornecedor, duas a três vezes por semana. Suspendo as fertilizações a partir de meados do Outono até ao Início da Primavera.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Polystachya virginea

A Polystachya virginea é a primeira espécie deste género que cultivo no meu espaço e está agora com a sua primeira floração. Escolhi esta espécie pela sua beleza e por ser facilmente adaptável em clima frio, suportando temperaturas muito baixas, próximas dos zero graus. É uma planta de reduzido porte, com pseudobulbos relativamente compridos, para o porte da planta, estreitos e cónicos, encimados por uma única folha lanceolada. As suas inflorescências são compostas por diversas flores não ressupinadas, podendo comportar até 10 por cada haste, de finos e delicados recortes e cores, sendo estas agradavelmente perfumadas.

Família: Orchidaceae        Género: Polystachya         Espécie: virginea

Habitat natural: É uma espécie Africana, proveniente de países como a República Democrática do Congo, o Zaire, o Uganda, Burundi e Ruanda. É uma planta epífita que se desenvolve em florestas montanhosas, entre os 2200 e 2600 metros de altitude.




Cultivo: É cultivada na minha estufa fria todo o ano, onde as temperaturas no Inverno chegam muito próximo dos zero graus e no Verão sobem acima dos 30 graus. O ambiente de cultivo é ligeiramente sombreado, bem ventilado e com bom teor de humidade do ar.
O substrato é uma mistura composta maioritariamente à base de casca de pinheiro média, com 1,5 a 2 cm, alguma argila expandida (15 a 20%) e alguma perlite (5 a 10%).
Rego de forma a manter o substrato ligeiramente húmido, podendo secar por curtos períodos de tempo entre regas. No Inverno reduzo drasticamente as regas, regando apenas o necessário para não deixar desidratar a planta.
Fertilizo sempre com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração. Para quem não tem acesso a este fertilizante, podem ser utilizados muitos outros à venda no mercado, sendo sempre necessário ler bem os rótulos no que toca à dose necessária. No Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

http://apps.kew.org/wcsp/namedetail.do?name_id=163089

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Maxillaria callichroma

A Maxillaria callichroma é uma planta de médio porte, com pseudobulbos ovoides, encimados por uma única folha grande e lanceolada. As inflorescências, de uma única e grande flor, surgem em grupo, da base dos pseudobulbos já maduros, geralmente no fim do Verão.

Família: Orchidaceae         Género: Maxillaria           Espécie: callichroma

Habitat natural: Espécie terrestre, que se desenvolve em florestas de altitude, frescas e nebulosas, entre os 900 e os 2600 metros. É nativa da América do Sul, de países como a Colômbia o Equador e o Peru.





Cultivo: Está todo o ano na estufa temperada, em local bem sombreado, bem arejado e com elevado teor de humidade do ar.
Utilizo um vaso médio e uma mistura composta por casca de pinheiro de média e fina granulometria (70%), argila expandida (20%) e perlite (10%). Estas percentagens são sempre aproximadas e são apenas um indicador da mistura.
Rego de forma a manter o substrato ligeiramente húmido, com maior frequências nas estações mais quentes e secas e reduzindo bastante na segunda metade do Outono e no Inverno.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração. Reduzir à dose de adubo por cada litro de água é sempre uma atitude a ter em conta, independentemente do tipo de adubo que utilizamos. No Inverno suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cattleya x venosa

A Cattleya x venosa é um belo híbrido natural entre a Cattleya forbesii e a Cattleya harrisoniana, nativa dos Estados de Espírito Santo e Rio de Janeiro, no Brasil, habitando pântanos junto à costa em zonas de baixa altitude.
É uma planta epífita, de médio porte, que requer cuidados de cultivo muito semelhantes à generalidade das espécies deste género e que costuma florir com regularidade no final do Verão e início do Outono.





Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vanda tessellata

A Vanda tessellata é uma espécie de médio a grande porte, com flores ricamente contrastadas e com um perfume incrível, que se faz notar mesmo a uma grande distância. As suas inflorescências são geralmente compostas por 5 a 12 flores, dispostas numa haste relativamente comprida, sendo estas de longa duração.

Família: Orchidaceae          Género: Vanda           Espécie: tessellata

Habitat natural:  Planta epífita, nativa da China (Himalaias), da Índia (Assam) do Bangladesh, do Nepal, do Sri Lanka e da Birmânia. Desenvolve-se em altitudes à volta dos 1500 metros, em florestas sombreadas, frescas e húmidas.





Cultivo: Tal como a maioria das Vanda, está cultivada em suspensão, num pequeno cesto sem qualquer tipo de substrato.
Está todo o ano na estufa temperada, em local sombreado, mas com boa luminosidade. O espaço é bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar. Como é uma espécie proveniente de zonas montanhosas de altitude considerável, poderá suportar temperaturas ligeiramente mais baixas do que a grande parte das suas congéneres.
Além do alto teor de humidade do ar, requer regas constantes nas estações mais quentes e secas, de preferência no início da manhã. No Inverno reduzir o número de regas ao mínimo e se o tempo for frio e chuvoso suspender estas totalmente.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, duas a três vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração. Nas Vanda a dose recomendada deve ser sempre metade a um terço do indicado pelo fornecedor do fertilizante que se utiliza. Neste caso, é sempre preferível aumentar ao número de aplicações do que aumentar à dose. No Inverno suspendo todas as aplicações de adubo.

 https://www.facebook.com/americo.pereira.39904

Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Dendrobium lobulatum

Apesar de serem minúsculas (cerca de 1 cm), sobretudo se comparadas com o porte da planta, as flores do Dendrobium lobulatum possuem pormenores de uma beleza indiscritível.  É uma espécie de hábito pendente, com pequenas folhas rígidas e carnudas, que se dispõem ao longo de todo o caule, aparecendo, normalmente, as inflorescências na sua extremidade e que vão aparecendo sucessivamente.

Família: Orchidaceae         Género: Dendrobium         Espécie: lobulatum

Habitat natural: Espécie epífita, oriunda das florestas de baixa altitude, desde o nível do mar até aos 1200 metros, numa região da Ásia que compreende as ilhas de Bornéu, Molucas, Java e Sumatra, locais de clima muito quente e húmido.



Cultivo: Está cultivada num pequeno vaso suspenso (10 cm de diâmetro), em casca de pinheiro grossa e argila expandida. Mantem-se todo o ano na estufa temperada-quente, em local com  excelente luminosidade, apanhando mesmo algum sol ao fim da tarde, com ambiente bem ventilado e com elevado teor de humidade do ar.
Rego de forma a manter o substrato apenas ligeiramente húmido, deixando secar, por pouco tempo, entre as regas. No Inverno deve ser proporcionado um período de stress hídrico da planta, regando apenas o suficiente para esta não desidratar. Nessa altura do ano, quando a humidade do ar for muito elevada, não deve ser dada nenhuma rega.
Fertilizo com o Akerne Rain Mix, uma a duas vezes por semana, sempre com doses de baixa concentração (metade da dose indicada pelo fornecedor). Desde meados do Outono e durante todo o Inverno, suspendo as fertilizações.


Referências bibliográficas: Internet Orchid Species Photo Encyclopedia